O principal fator de risco para o câncer de pele é a exposição excessiva à radiação solar. Além disso, a hereditariedade também tem impacto no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença, sobretudo os de primeiro grau, devem se submeter a exames preventivos regularmente.
Como identificar uma lesão suspeita? Lesões de pele são comuns, geralmente benignas e sem riscos ao paciente. No entanto, algumas podem ter características diferentes e, na verdade, serem câncer de pele. Para identificar sinais de alerta, é importante observar alguns aspectos: assimetria (quando uma metade da lesão é diferente da outra); bordas irregulares, com contornos assimétricos; cor, caso apresente múltiplas tonalidades ou uma cor incomum; diâmetro superior a 6 mm; e evolução, quando há mudanças recentes no tamanho, forma ou cor da lesão.
Quando a cirurgia é a melhor opção de tratamento? A cirurgia oncológica é um dos três pilares que sustentam o tratamento bem-sucedido contra o câncer, geralmente acompanhado pela quimioterapia e pela radioterapia. A indicação para o procedimento, no entanto, depende de um conjunto de fatores, como a extensão da doença, o local onde ela está instalada e as condições clínicas do paciente.
Quais são os tipos de cirurgia oncológica? Entre os principais tipos de cirurgia oncológica, estão as cirurgias curativas, que envolvem a remoção parcial ou total do órgão ou tecido afetado, além de uma margem de segurança de tecido saudável ao redor. As cirurgias paliativas são indicadas para aliviar sintomas, reduzir a dor e o desconforto.
Já as reconstrutivas têm o objetivo de restaurar, funcional ou esteticamente, partes do corpo alteradas por uma cirurgia curativa. Por fim, as cirurgias profiláticas são recomendadas em casos de alta probabilidade de desenvolvimento da doença, enquanto as diagnósticas consistem na retirada de uma pequena amostra do tumor para identificar se ele é canceroso ou não.
Para quais pacientes a cirurgia de Mohs é indicada? A cirurgia de Mohs é indicada para carcinomas basocelulares com risco aumentado de recidiva, carcinomas espinocelulares (ou de células escamosas), dermatofibrossarcoma protuberans e alguns tumores de pele mais raros. Também pode ser uma opção para carcinomas basocelulares de baixo risco de recidiva quando o objetivo é preservar a pele sã, seja para minimizar a cicatriz ou para casos em que não há pele em excesso para a reconstrução, como nas regiões auriculares, pálpebras e glande.
Como será a aparência das cicatrizes após a cirurgia? A aparência das cicatrizes vai variar bastante dependendo do tipo de cirurgia, da localização do tumor, da extensão da remoção do tecido e das características individuais do paciente, como tipo de pele e capacidade de cicatrização. Contudo, com os avanços da medicina, a realização de procedimentos cirúrgicos menos traumáticos se tornou uma realidade, o que ameniza a aparência das cicatrizes.
O que fazer e o que evitar no pós-operatório oncológico? Durante esse processo, é importante manter uma alimentação leve e balanceada, respeitar o tempo de repouso estipulado, realizar atividades leves, manter a higiene da área operada e tomar a medicação nos horários corretos. Por outro lado, alguns hábitos devem ser evitados, como fumar. Além disso, é essencial não comparar a própria recuperação com a de outras pessoas, já que cada organismo reage de forma única.
Adriano Carvalho é cirurgião oncológico (CRMBA 17095)
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