A Oscip Rio Limpo intensifica a sua campanha Uma Corrente para Salvar o Joanes agora em Junho, mês dedicado aos debates e posicionamentos em série sobre a situação do meio ambiente no Brasil e no mundo. A campanha, além de textos destacados na mídia, fará circular vídeos produzidos por entidades, personalidades e moradores em apoio à constituição de um consórcio interfederativo de municípios banhados pelo rio Joanes.
A proposta consiste na formação do Consórcio da Bacia do Rio Joanes constituído por secretários de meio ambiente e sustentabilidade, técnicos especialistas, órgãos governamentais da área ambiental, outras organizações não governamentais, com o objetivo de criar o Projeto Integrado de Descontaminação e Revitalização da Bacia do Rio Joanes que implicará também na criação do grupo de trabalho de gestão educacional para a implementação da matéria Educação Ambiental na grade curricular fundamental dos municípios da bacia do rio Joanes, além na criação do Prêmio Destaque Meio Ambiente/Sustentabilidade do setor público e privado, ainda este ano, voltado para o setor público e privado dos municípios da bacia do rio Joanes, dentre outras medidas.
Segundo o economista Fernando Borba (foto), presidente da Oscip Rio Limpo, com mais de 16 anos na luta pela revitalização do Joanes, a formação do Consórcio Interfederativo dos Municípios da Bacia do Rio Joanes deve ter como meta a organização de uma força política da União, do Estado e municípios na captação dos recursos e parcerias inclusive do exterior.
Mudanças climáticas
“O momento é de um cenário adverso com a humanidade enfrentando o desafio de sobreviver ao aquecimento do clima e à progressiva escassez da água no planeta. Daí exigir foco em propostas de investimentos globais na despoluição de nossos rios, na educação ambiental para mudanças de hábitos e de cuidados às suas matas ciliares, ao ecossistema e às praias no seu entorno como forma de garantir em níveis controláveis, a saúde do mar já com aumento de volume, aquecido e poluído por lançamentos de esgotos e dejetos, por falta de saneamento básico a contento, que nele deságuam procedentes de Salvador, Lauro de Freitas e os municípios da RMS”, lamenta Fernando Borba.
Sem vida aquática
O trecho mais crítico do Joanes é apontado por 600 famílias que sobreviviam da pesca e da mariscagem como sendo o da divisa entre Lauro de Freitas e Abrantes, em Camaçari, até a foz na praia de Buraquinho. “Neste trecho o Joanes está muito fétido e sem vida aquática, conforme denúncia de representantes da colônia de pescadores.
Fernando Borba entende como justo até que o Governo do Estado cobre dos grandes consumidores pela água que retiram para uso próprio dos rios da bacia do Joanes inclusive das águas subterrâneas. O destino dos recursos serão para conservação e a proteção dos mananciais hídricos da região. “Se fosse o petróleo retirado pela Petrobras, os municípios estariam recebendo royalties e por que não de quem lucra com as águas do Joanes e não paga nada pelos milhares de litros da valiosa água dos nossos rios? Isto não é justo, manifesta-se o presidente da Rio Limpo.
A ideia do consórcio já foi levada para discussão na Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, a algumas câmaras de vereadores, no âmbito do INEMA e pretende-se que ganhe força em audiências a serem solicitadas com o governador e prefeitos.


