Meio ambiente indefeso

Em 21 novembro de 2019, ficou assegurado aporte de R$ 389 milhões de reais, destinados a ampliação da rede de abastecimento e o esgotamento sanitário que deveria atender mais de 80% da população de Lauro de Freitas, e a obra deveria ser concluída até três anos (a contar daquela data), ou seja, seria concluída em 2022. Estamos em setembro de 2023, e agora a Embasa, em audiência pública na 13ª Junta da Justiça Federal, prometeu que o saneamento ‘finalmente estará concluído em 2033’, ou seja, de hoje a 10 anos. Pois é, serão precisos 23 anos para se concluir uma obra de saneamento em um município que tem menos de 60 km²? Só para lembrar: Brasília, a capital federal, foi construída no Planalto Central, distante dos grandes centros (na época), e concluída em apenas três anos, de 1957 a 1960. Obra cara e difícil, esta de Lauro de Freitas, cheia de mistérios.

A luta de mais de 13 anos da Oscip Rio Limpo pela revitalização dos rios, pela qualidade de vida, pela saúde pública, sem intromissão político-partidária ou ideológica, deveria ser de todos e contar com o apoio de toda a Imprensa e dos jornalistas sérios da região. Mas, inexplicável e vergonhoso, é a falta de apoio e solidariedade a essa missão tão nobre, mas o silêncio de muitos os tornam cúmplices desta vergonha que é a gestão ambiental dos municípios da bacia do Joanes.

Da nossa Imprensa, sempre estiveram ao lado da Oscip Rio Limpo, do Movimento Rios Vivos e das causas ambientais: a nossa revista Vilas Magazine e o jornal Tribuna da Bahia, nos ajudando defender o direito de todos a um ambiente limpo e saudável, como nos garante nossa Constituição. Expressamos, neste espaço, nossos agradecimentos a seus diretores, jornalistas Carlos Accioli Ramos e Walter Pinheiro.

Fernando Borba, coordenador da Oscip Rio Limpo.

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